domingo, 1 de fevereiro de 2015

janelas para onde der – 17



eu de pegar um jeito teu e abrir a janela e deixar chover
de um jeito teu uma chuva de consternação nuns tons duns cloridratos
eu de pegar teu rosto de pegar teu rosto
guilherme
eu de não me saber galrando galrando faço chover
de pegar teu rosto pra te dizer
guilherme me ausculta só essa vez
perdoa se cuspo perdoa se custo
de um jeito teu de me fazer abrir a janela e adolescer
aquilo que a gente deu de sonhar como embalagem de daqui
a mais
tarde goteira de tempo guilherme
aquilo que a gente deu de esquecer enquanto fala ri e chora
guilherme olha aqui
guilherme toca pra eu ver
guilherme dança pra eu zombar
guilherme guilherme
diz logo o meu nome e daquele jeito que é pra eu abrir a janela e correr desligar o forno a casa já se faz cobertor aceitável
guilherme olha aqui
guilhermo toca pra eu ver guilherme toca pra eu errar toca pra eu não ficar assim
eu de pegar um jeito teu e abrir guilherme ausculta só essa vez
ausculta vê como minha boca peleja em chover guilherme ausculta só essa vez guilhermo eu te mato guilhermo eu de pegar teu jeito e abrir a estadia pela escada de incêndio guilherme te mato te mato guilherme te mato

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