terça-feira, 4 de novembro de 2014

janelas para onde der – 14








não
não abra a janela nesta hora
não há fogo algum no mundo
não mais
todas as crianças
todos os gatos estão dormindo
respiram como ostras
há um abismo perto de onde eu passei a morar
deixa-me acontecendo no teu peito
aspira-me um pouco mais que a terra
já está a aquietar-se
respira como uma ostra
sim
podes abrir a janela
não
não abra a janela ainda ou nesta hora
deixa-me minada no teu peito salva o meu couro o nosso sal

















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