quinta-feira, 9 de outubro de 2014

janelas para onde der – 12





pela borda das coisas que dizia
ia
para cada dança uma anuência
de dor
apagava a luz
abria a janela e pendia meio 
corpo de luz e meio corpo de eco para
fora junto das bordas daninhas
pela borda das saudades sangrava
havia o punho e o punho
manchavam os dias
esfarelava gestos fraternos e gestos
mundanos
e seria
mais que borda
seria um rosto sem medicina
apagava o que escrevia
pendia chaves aos molhos
seria gato sem resquícios
sardinha sem comedimentos
abria e fechava a janela e pendia pela
borda dos pés que via as coisas que pelas barras se diziam















§§§






inda fazendo a loka do realejo 
na edição 48 
no sítio das Escritoras Suicidas
(gadicidimais, Mariza, Silvana!)






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