sexta-feira, 12 de setembro de 2014

janelas para onde der – 11

  

 .para um filhote de morsa com cabelos e pézinhos de gente.








abro a janela para trançar não
os teus cabelos
tranço os meus dedos nos teus cabelos
há essa obrigação quase líquida
abrir a janela
ver a cidade contínua
sobre rodas os barquinhos fazendo fila
abrir a janela e tesar trançar salivar
são tantos os alfinetes na língua
digo
o bananal ao lado não
afundou-se em aborrecimentos
estamos cheias de comiseração não
pelos alfinetes na língua
eu tua cabeça as asas da janela meu sono
chega de disso é um tipo de névoa extraordinária
queremos culpa
queremos culpa
queremos a culpa que rasgue os dias de seus santinhos




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