quarta-feira, 6 de agosto de 2014

janelas para onde der – 8




com a mão direita eu seguro o meu rosto
com a esquerda eu cravo um lápis no pão
aleluia em pé de guerra

atravessar a moldura duma janela
para lá da coisa que caberia lhe dizer
num dia desses
sob esse céu oportunista
e terei meus dois elmos de volta

com a mão direita seguro um olho
com a mão esquerda cravo o pão na boca



      








§§§





inda chorando a 
juntadinho de poemas meus para a edição 47 
no sítio Escritoras Suicidas 






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