quarta-feira, 25 de setembro de 2013

janelas para onde der – 5



de dar dó
batizadora
eu
abro 

para fora 
e aqui
essa pequeníssima janela ao dia da hoje:



batizadora
eu
de dar dó
chorando em público
pelada
aberta pelas tripas
tão aberta quando o peixe aberto na banca de peixes pelados
um quadro adventício, bonito, melancólico-cogente e com os olhos jogados numa lata de iscas para moscas



terça-feira, 24 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

janelas para onde der – 4








um dia abro a janela das coisas que ninguém vê quando o mar corre se atrasar.

abro nada.

um dia abro e sou açoitada pelos passarinhos marinhos. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

janelas para onde der – 3




hoje reparei nos dias, que não hoje, por exemplo, nos dias em que a janela entrega-se toda abertura para um sol maior, bem maior e mais barulhento, mais barulhento que realista. não hoje, por exemplo. gago. insistente. mais destrambelhado que mentiroso. um tanto perverso.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

janelas para onde der – 2




ele fechou a única janela. bateu a janela. eu era a vendedora de ameixas secas. ou era eu a minha inteira negação. ele fechou a janela. bateu. deitou as grades nesse nosso espaço sem o tempo da perdição. eu era a ameixa seca ou a mais abestalhada negação. daí por diante, era me abrolhar. era me abrolhar e buscar no mapa enxovalhado uma mancha que gritasse num azul, assim:













§§§









(outra vez, muito obrigada pela oportunidade, Pipol!)