sábado, 23 de março de 2013

Raul Macedo / teu rosto é um santuário - 1








tantas coisas permanecem preenchidas de intenção
tantas permanecem
não é um desastre o teu rosto tão perto do asfalto
nunca será
aceito a minha e talvez a tua pressa
é da pressa o direito a vida
ao nome que nos dão
ter de perder para a consciência
entidade fria
ter de perder para a consciência o nome, as chaves de casa
pois é que tantas coisas permanecem
não é terrível o teu rosto tão perto do asfalto
despir o corpo das margens
levantar-se e rumar outros senhores carinhos
eu sempre te amei, te amo
então é da minha absoluta pressa o direito ao amor que esfolará a tudo o que em mim dirá


resto 



resto









Nenhum comentário:

Postar um comentário