segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

GnosiS/ Sinais do Quê – 13






para fazer um mapa
a dor se hesitará
mas não desanime
não vá desanimar
sofra bastante
e pense no lado de cá
em como a vida se desmancha para então fazer-se
pequeninas manchas fluviais
caia-te todo cabelos pelo dilúvio das linhas
seja pátios, uma fresta ou duas, seja íngreme
deixe-se levar pela fascinação noturna dos olhinhos do gambá
mas não abandone a lama
o impossível sempre alcança
isso no mapa
avança, empaca e fica
firma e finca
pés, pegadas, um tanto de mato
áreas não demarcadas
abocanhe
se não abocanhar não há
pense mosaicos indígenas
fractais iluminados de lendas
deixe o acidente com café tomar seu curso natural ferroviário
ponteie
ponteie tanto
pois que tanto é o mapa quase feito
determine
quadriculados
perpendiculares
e anatomias
agora deita-te sobre o mapa
tome algum sol
alguma lua
tome água
corra a vida 
não é longe
embrulhe tudo
estremos atrasados ao fim
sim
irei contigo cavalheiro
ornaremos juntos às quatro quinas
então ao X



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