segunda-feira, 30 de julho de 2012

GnosiS/ Sinais do Quê - 1




numa palavra morta
tens da nuança dum tempo que não
duma muralha ante a boca que
tens de sabores perdidos a

amor, inda me é tão longe solidificar-te ao toque
tão além sentir da rocha, essa espera, áspera ainda.
contudo, numa palavra nova, à minha língua ousarás.



Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm




ENFEITAVA OS CABELOS COM BRINCOS-DE-MOÇA E NO PESCOÇO USEI ORELHAS E BOCAS. 
VÁRIAS.



quinta-feira, 26 de julho de 2012

PARLATÓRIO/ A Escultura, O Escultor – encomenda n°15




estátua sf. Peça de escultura em três dimensões, que representa figura humana, divina ou animal.

AURÉLIO.







conhecer menos das rochas
mais do rubro mais que rubro no barro
o limbo num tudo que há
há de editar uma encosta toda no
dançar dos dedos sob qualquer compasso
não supor de temas nem cabos
e
frente ao grande logro da face
com
apetite para nomes de Grandes
uns maiores que nós
uns tão maiores que o nó da coisa toda
adormecer
compactuar com as formigas nos pássaros
ter
de teorias de asas no que talhar









§§§




   Inda 12 nichos na Revista Mallarmargens!



   E saidinha e saidinha do forno a Revista Cruviana (pronta para baixar AQUI) com Cruvianadas em ásperas linguadas de contos, fotografias e desenhos, meus e dos falsários comparsas lá do Poesia: Falsidade Ideológica.







segunda-feira, 23 de julho de 2012

NICHETINHAS/ ninguém é de ninguém – 2




De nuas costas
beberemos uma jarra de quê?
Suaria se não, babaria se sim. Sim,
gostaria de beber contigo alguma coisa muda.
Coisa sem inteligência alguma, sem as penugens da barbuda filosofia.
Então nunca mais rezingarei das utopias propostas pela tua boca, tão idiota essa boca estúpida.
De nuas propostas
beberemos uma jarra de quê?









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sexta-feira, 20 de julho de 2012

игрушки/ Soldados.Pedras.Massa de Farinha.Barro.Pano. – 6




No topo do pensamento de giz, um coice:
Pra lá do desenho e da mancha, existencialista.
E em diversas vezes querer, ser, papel, muro, grafito. E ao mesmo tempo, na mesma linha do branco no segredo, da atordoadora frase, digo FRASE e sei SALADA DE FRESCAS LETRAS pondo fome no que colore.
Inda no topo, outro, o topo duma música ou de outro desenho, e ser a mão que segura o giz que desliza a pleno comando fantasmagórico sobre o desenho primeiro.
Qualquer topo que me tome por silêncio, por idosa lembrança de cheiro de giz-de-cera.



      /foto de desenho a giz-de-cera de Carolina Caetano\



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PISCAORACULAR/ DESSES NICHOS TEUS – 19










 - Céus! Que querem dizer as nuvens?
 - Céus?
 - Céus.
 - Diabos!
 - Céus.
 - ...
















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terça-feira, 17 de julho de 2012

игрушки/ Soldados.Pedras.Massa de Farinha.Barro.Pano. – 5






   Colhendo bonecas, meninas são menos que braços, menos que sempre, mas sempre possíveis de meio palmo ou meio-fio ou meia lua de desenraizado grão. Inda tremem alguns dos gravetos a colher de sal e sóis. Umas querem alcançar o chão. Umas inda o alcançarão.





             ¬fotos da BONECA A ÓLEO de larCa voDica, 2003¬






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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm




HOJE EU ACORDEI NA CHINA. SOB UMA PEDRA DA MURALHA. SOB O TEU DISTANTE DINÁSTICO TEMPLO DE SEIVAS. E MORRI. PARECE.



sábado, 14 de julho de 2012

игрушки/ Soldados.Pedras.Massa de Farinha.Barro.Pano. – 4




   A general morada do estado BRINQUEDO
vai da guarda que se reveza a cada corda que, dada, lança orbes de risadas infernais, porém numa frequência não encarnada: Do quando os momentos de descanso dos brinquedos de dentro, digo, os coordenadores das ditas engrenagens, estão brincando e acham tão engraçado desatarem disso por aí, por fora, dos homens que se infantilizam ditando bestices.










terça-feira, 10 de julho de 2012

игрушки/ Soldados.Pedras.Massa de Farinha.Barro.Pano. – 3





      Professa girando ao que gira o pião, diz-se, ao pino-torno orbital que nada, confessa, a fantasia duma pausa no tempo-mundo, diz-se, como que uma destoada flauta dum percurso só e inverso aos furos, diz-se, dum só tom de dó, aguado-indo-ao-ralo, diz-se, desgarrado da linha da vida, da mão-menino, diz-se, e de tanto dizeres, gira um mundo talhando gentes do pau ao pó.









sábado, 7 de julho de 2012

SOUNDTRACKINGMEON/ Dessas Letras Me Tinindo as Trilhas – 1



                  Para SUMMERTIME, como entidade na ponta do meu nariz e na voz de Dame Kiri Jeanette Te Kanawa, espatifada a mim pelo meutantoamor.



Era dum verão a passar leve-leve pela janela e eu já havia colocado meu coração aos teus calcanhares de algodão. Ao teu campo de alentos desse teu tão. Meu peixe, esse coração, por nascença dividido, por diligências da música, estrebuchado aos teus cuidados em mil alqueires de algodão. Era verão quando eu acordei cantando o que haveria de vir e vem, vem ver meu amor, esse sonho andaluz que passa pela janela e que do teu algodão nasceram-nos asas, vem ver de cima o desenho escarlate que é crescer o campo das tuas mornuras e desvelos de algodão.











NOTA: Summertime, inicialmente perpetrava a opera ‘Porgy and Bess’(1935, composta por George Gershwin). A inserção da letra de Ira Gershwin, DuBose Heyward, de cujo romance ‘Porgy’ tirou-se a ‘ideia’ SUMMERTIME, digamos, foi co-reescrita junto a sua esposa, Dorothy Heyward.


TRECHO:
Summertime, and the living is easy

Fish are jumping, and the cotton is high
Your daddy's rich, and your ma is good looking
So hush little baby, don't you cry.


CURIOSIDADE(quase mórbida): SUMMERTIME é fundamentada numa canção de ninar ucraniana, Oi Khodyt Son Kolo Vikon (Um Sonho Passa Pela Janela).






sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nichos/ The Discharge Play/ rubrica - III



Some kiss may cloud my memory
And other arms may hold a thrill
But please do nothing till you hear it from me
And you never will!

 Duke Ellington (1943)




   (Koko posta-se a andar sobre tezes ressequidas. Que agora é dança de pequeníssimos vivídos rabos de teiús fugidios dum todo mundo homem, que são já corcundas e peladas árvores, kotos, meninos e homens e cetins e Koko não tem do mais de antes, a branca vaidade transitória. É hora de rir-se sob a condição animada do fogo no pedaço da ilustração dum cartaz americano dado a japonês: pobre a fria mariposa, bêbado o koan com asas abraçadas ao vidro da lamparina em chamas feito rato em chamas a mordiscar a loura cabeleira dama feito ilustre roedora dama feito fria a mariposa em chamas)




Koko – Lembra-te Koko, do toque da seda sob as ilustres chamas proferindo as bocas dos dragões no pescoço alegre de imootosan na cozinha a brincar com pedrinhas do magro leito ao lado. Lembra-te e deixa-te lembrar. Lembra-se, ao lado, as pedras, o toque. Lembra-me, lembra-te Koko, a de ferir olhos dos peixinhos corajosamente mortos.




















terça-feira, 3 de julho de 2012

PARLATÓRIO/ A Escultura, O Escultor – encomenda n°14



 
E SE EU FICASSE ETERNA?  
DEMONSTRÁVEL  
AXIOMA DE PEDRA.  
                                                   
                                                                    Hilda Hilst    




As histórias desta estátua são todas minhas, nem um arco de menos que minhas. Minhas. Aldos deste.
E umas poucas vitórias, e o mesmo com os dentes, um nada de asas na corcunda clemente, tranças, tranças, mais tranças avessas, cascos a tudo o que acarinha inda do mais profundo, esse oco duradouro abraçado da pedra-sabão.
Aldos, deste aqui, atraso de trotes doutras idas.