terça-feira, 29 de maio de 2012

PARLATÓRIO/ A Escultura, O Escultor – encomenda n°13


Ai, do quando a chuva no rosto dessa estátua, caindo o queixo, as mãos, de como a água, todas as babas lavam a minha pasma do que dizem ao dizerem VIU-SE UMA ESTÁTUA VIU-SE A TODAS desde que, viu-se a um passante, viu-se a cada: cada um com cara do taxo moldado às águas de minhas estátuas em cada uma de suas demoníacas ou angelicais estadas.
Cópias das noites com chuvas do centro velho de São Paulo. Pessoas. Pessoas: Aguadas cópias do que.







quarta-feira, 23 de maio de 2012

GUIDÃOSxGUIDÕES/ nichos que vão de bicicletas - 1





Apertar uma colherinha entre os dedos e sentir seu latejar metálico, sua advertência suspeita. Como custa negar uma colherinha,  negar uma porta,  negar tudo o que o hábito lambe até dar-lhe uma suavidade satisfatória. Quando mais simples é aceitar a fácil solicitação da colher,  usá-la para mexer o café. E não é mau que as coisas nos encontrem outra vez todo dia e sejam as mesmas.  Que a nosso lado esteja a mesma mulher,  o mesmo relógio e que o romance aberto em cima da mesa comece a andar outra vez na bicicleta de nossos óculos,  por que haveria de ser mau?  Mas como um touro triste é preciso baixar a cabeça,  do centro do tijolo de cristal empurrar para fora,  em direção ao outro tão perto de nós,  inacessível como o toureiro tão perto do touro.  Castigar os olhos fitando isso que anda no céu e aceita astuciosamente seu nome de nuvem,  sua resposta catalogada na memória.  Não pense que o telefone vai lhe dar os números que procura.  Por que haveria de dá-los?  Virá somente o que você tem preparado e resolvido,  o triste reflexo de sua esperança,  esse macaco que se coça em cima de uma mesa e treme de frio.
Trecho de
MANUAL DE INSTRUÇÕES
de Julio Cortázar
em
HISTÓRIAS DE CRONÓPIOS E DE FAMAS.







Sem amparo para a cabeça, digo, chapéu,
 o indigente senta-se sobre os joelhos
 e espingardeia a música aos passantes:

       abrirei minha boca d’égua
      levemente a abrirei
       esperarei, de língua ébria
esperarei
   de vós, contar dez ou vinte e três contos de réis, meus Reis.

A garotinha que juntou-se ao buchicho, apoiando a bicicleta num poste, do guidão desamarrou três fitinhas de cetim vermelho e entregou-as ao mendigo junto ao sussurro:
  
   A préfêssora que mim deu. Cada uma vale um tombo que cai-me da bicicréta! Te juro, moço: cada tombo é uma hinstórinha e a préfêssora mim disse-me também que conto é hinstórinha que pode inté sê hinstórão, depenêno do artor: Inda fico-te te devendo sete e tudo réis, de verdade mêrmo. Inté. Tenho di arrumá os pedár!

Já montada na Calói, olhou de banguelagem assanha e grunhou:

   É quisêu tombá mais de déis, tô frita! Meu Pai, que tirô as rodinha diquilibrius, mim corta a messada, daí eu qui vô avirá mindinga!

REZADONICHOPESCADÔ/ Laudos




Seus perpetuados marouços são propositais:
Que a contrariedade esta sempre a acoitar-lhe com zangas e diabólicos confetes.
E do fundo do fundo, confusa e modorrenta, a pérola, agradece pulando ao colo de Iemanjá por ter lhe nacarado confortabilíssima casinha de todas as perturbações.
  Daí a silueta da pérola.
  Daí de todo colo com pérolas lembrar ao colo da Deusa do mar.
  Daí da concha desabitada, macambúzia e a se trincar, calcando em nossas nucas e ombros mefistofélicos carinhos dos hálitos do mar.

  DIZ NARCISO, O DONO DA ÚLTIMA BODEGA DA BARRA-DE-GIRAMONTE.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nichos/ Estampas Para Selos – 5






Querida-Querida-Querida,
    não há tanto o que escrever-te
     quando, ao que peliculares vês, 
      há dum tudo a preparar, amor, já escavando a corrida.
    Tal inda esmero evento de 2016 não há de esperar.
      Ao que é pressa, FineLord e vida, ao que é pressa, todo um mundo já formiga!

Beijos-de-montar, de pular com vara, correr com o fogo mais tolo, beijos a ti jurar, a ti, maiormente, Querida.













Nichos/ AquaPlay – 8




ai, pôr mais de neve na estupidês em fora
o mundo circular
fazendo uso duns pinheirinhos a bordar
soando
feito a metal que fosse vidro
justo a sininhos que fossem de sal.
seria o piano vermelho
com a espera do novo dilúvio, claro,
Noé, Noel, barca, barba, Brahms,
do uivo vento úmido que só,
do ranger do teto,
claro!, a bóia!
ao menos Clara Bóia.
Santa!
Ho!
mande-me uma cartinha.
peça-me em lacrimosas palavras
qualquer coisa que não burle a idéia de que
estou preso
ao soro das tuas tantas lágrimas de querer,
enfim, pôr mais de breve à estupidês dum mundo circular.


         





sábado, 19 de maio de 2012

A CASA DA ORDEM,DOS MODOS,DO AMOR E DA PAIXÃO – estada 5





    E COMO CAI A NOITE, CÉUS, AOS MONTES. DE CERTO, CAI.

CAPELA
Oro.
Cubra-me a cara com falsas flores.
Não me sinto preparada para o tempo.
Tranque-me nos meus mantos.
Fugidia de mim
revogo do lírio o convento.
E temo ser o paraíso nada além de um pensamento;
LUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATROCIDADELUMINESCENTEATRO.
Noiva de vitorianas intenções
Devota do vinho me privo douta das orações.
Pelo Amor de Deus,
(a Paixão é de Cristo) pregoa-me os pulsos.
Pois tudo destoa do projeto primordial.
O intelecto humano já evoca o animal.
Me saltam justo a égua-da-noite e o pecado mais que original.
Rebatiza-me não. Rebatiza-me o nome.
Destrua-me na noite, essa sala negra, esse ventre sem corpo, essa missa banal.
A podre aflição de ser
sem Modos de como querer o que é vão deter.
Apague as velas e esqueça tudo o que eu rezei.
Cobrindo a tua boca eu vou orar de novo;
Oro;
A honra é um rosário de carvão.
Novena no escuro,
Cada mancha é uma verdade
de falsária sobriedade e contente insinuação.
Sinto a paga milagrosa da promessa que nunca fiz.
Os Modos me puxam pela orelha e mostram a de fora, a no altar.
A EU-Rogada em brilho, coroada a micro sóis.
A EU-Abençoada pelo hino róseo dos pervertidos rouxinóis.
Mas aquela não sou eu, aquela é uma ofensa que um Amor me deu.
Aquela não tem chagas. É inocente, serena.
Cubra-lhe logo a cara.
Ela é uma de mim que nem em mim é Carla.
Açoita-lhe a doçura. Aferroa-lhe o cerne.
Desbatize esse malvado nome.
Temo. Por tudo o que eu pretendo,
Aquela do altar quer varrer minha Santa fome.


O QUADRO NA COZINHA
Paixão(mordendo os beiços) – Óvnis.
Modos(cruzando seus braços todos) – Encaixes.
Ordem(desviando seus todos olhos) – Bolas. Nunca cessam. Três horrores com medo algum.
Amor(batendo suas tantas palmas) – Um potinho de açúcar, outro de canela e outro de gengibre. Vieram flutuando para o chá da noite que volta a cair-nos aos montes.


SÓTÃO
Sótão trancafiado onde só o nada entra e nada sai.
A Ordem determina:
O Amor precisa de segredo.
A Paixão sem curiosidade se esvai.


QUINTAL
Miosótis, miosótis
Florinha do aquém
Refazei-me os Modos
Amém.
(as palavras remontam uma arapuca. O Jardineiro anoitece.)


O QUADRO NO SALÃO PRINCIPAL
Eu – Ai.
Modos – Elvira. Uma danada.
Ordem – Faltam os olhos, digo, dois deles.
Paixão – E sobra inchação. A coitada tem o punho mais largo que o pescoço. Isto está mais a Tarcila, parece.
(...) 
          ...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CaiXas/ formatando nichos – V




 

Lamparinas de todos os Tipos e Formas inda reformas.
   Uma, lembrando a um molar Humano ou super-Humano.
   Uma, feita a Coração de Criança febril.
   Uma como que duas, Essa com Janela camponesa a outra vizinha de camponesa Janela, ambas, metade Acortinadas (como que se as Pessoinhas de Dentro dos fogos, esperassem, desesperadamente, por uma nevasca redentora) inda unidas pelo cobre do Fingido pequenino Silo donde nascia o pavio como esticando-se em dois e partindo dum Tonelzinho falseado a Casinha de Cartas, cheio do sufocante querosene que iluminava, quase lindamente, as Janelinhas de Vidas usurpadas. Uma graça.
   Uma, dita Masmorra atemporal, pois que tinha dum Estilo que ia do Barroco ao Vitoriano, passando ainda por duvidosa Dinastia Chinesa com um pobre Indiano aos pés da coisa feita de pecinhas de brinquedo de montar.
   Uma, simplesinha. Uma Chama entre quatro Idênticos vitrais Católicos. De cada Lado a Chama fazia o Sagrado Coração de Jesus com seus dois sôfregos dedinhos sobre, parecer a potro agonizando sob um chorão, digo, a árvore. Horrível e de tão, estrema. Absurdamente estrema.
   — (Mas para que a Luz? Luz para o quê? Fechando Cortinas, cessando interruptores e candelabros, cerrando Olhos, puxando longamente o lençol aos estúpidos Rostos, pois se de tanto, se de tudo, temos da Santa escuridão (Abençoada Esposa do Silêncio) dita Rum ou Grapa em Tacinhas de Bordas manchadas na cicuta, não? Odeio-te tanto, querido. Amo-te todo, Ernesto Marrion Neto. Odeio-te) — Se é assim, querido... Gosto tanto da com os quatro Jesuses. Esta está bem para mim e deve ornar, perfeitamente Sacra, ao nosso Quarto de Dormir. Leve esta, está bem, Ernesto? Peça para que não a Embrulhem. Levo-a Acesa.



                              




segunda-feira, 14 de maio de 2012

PARLATÓRIO/ A Escultura, O Escultor – encomenda n°12



Então onde fixar um Homem de Barros impelido a águas?












  
   
















   A vida inteirinha pensei esculturando, falava moldando, lixava o que dizia, ia talhando corpos e no corpo das pessoas  que sim e no das que não me ouviam. Aos oito, iniciei a obrar um Manoel de Barros estatuado dos tantos e dos todos tipos de barros que deviam de haver cobrindo o Planeta da época e É P O C A era coisa entalhada em pedra ruim e com filhotes de pterodátilos e ninhos por sobre as letras. Pterodátilos, na É P O C A, eram os talhadores de letras que nem, até ontem mesmo, eram as datilógrafas, daí esculpe-se a semelhança de letras, quase anagramas mesmo. Anagrama é a análise que se entalha em relação aos gramas que pesam a cara da estátua que quebra um OVO de medo ou um OVO de conflito na cabeça do passante no cemitério.

   Bem, hoje terminei Meu Manoel de Barros e insulta e ou enaltece a mim, mais enaltece que insulta, a maneira com que Meu Manoel faz nenhuma força em ser a outra ou aquela outra ali, entre as outras estátuas vizinhas.
   Dei-lhe um chapéu-coco e abri-lhe os braços esticando-os longa-longamente a que caibam quantos pardaizinhos ou pererecas ou chuvas ou silêncios convir.
   Sob os braços fiz rentes penicos feito miniaturas de galerias de esgoto, com mini-grades e tubos e caminho para fluxo do esgoto humano.
   Chumbei no beiral do coco e da minha própria escrita de ferro e honra:
              São Manoel Wenceslau Leite de Barros,
              pois que de todos os Barros
              o que o Santo inda prega.



  
    



Manoel de Barros


PARA ENTRAR EM ESTADO DE ÁRVORE É PRECISO
PARTIR DE UM TORPOR ANIMAL DO LAGARTO ÀS
3 HORAS DA TARDE, NO MÊS DE AGOSTO.
EM 2 ANOS A INÉRCIA E O MATO VÃO CRESCER
EM NOSSA BOCA.
SOFREREMOS ALGUMA DECOMPOSIÇÃO LÍRICA ATÉ
O MATO SAIR NA VOZ.
   HOJE EU DESENHO O CHEIRO DAS ÁRVORES.
           Manoel de Barros/ O Guardador de Águas
           em O GUARDADOR DE ÁGUAS.




HOJE COMPLETEI 10 ANOS. FABRIQUEI UM BRINQUEDO COM PALAVRAS. MINHA MÃE GOSTOU. É ASSIM:
DE NOITE O SILÊNCIO ESTICA OS LÍRIOS.
           Manoel de Barros/ Diário de Bugrinha
           (Excertos) 1925





ISTO PORQUE A GENTE HAVIA QUE FABRICAR OS NOSSOS BRINQUEDOS  (...) ESTRANHEI MUITO QUANDO,  MAIS TARDE, PRECISEI DE MORAR NA CIDADE, UM DIA, CONTEI PRA MINHA MÃE QUE VIRA NA PRAÇA UM HOMEM MONTADO NO CAVALO DE PEDRA (...) PRA MIM AQUELES HOMENS EM CIMA DA PEDRA ERAM SUCATA. SERIAM SUCATA DA HISTÓRIA. PORQUE EU ACHAVA QUE UMA VEZ NO VENTO ESSES HOMENS SERIAM COMO TRASTES, COMO QUALQUER PEDAÇO DE CAMISA NOS VENTOS.  EU ME LEMBRAVA DOS ESPANTALHOS VESTIDOS COM AS MINHAS CAMISAS.
           Manoel de Barros/ Sobre Sucatas
           em MEMÓRIAS INVENTADAS (livro de se lamber e com lindíssimas iluminuras de Martha Barros, passarinha filhote do Poeta).








          e tem a  Fundação Manoel de Barros!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CaiXas/ formatando nichos – IV


  
   Mania de Deus, 
essa de fazer Carneirinhos lembrando de Nuvens – passa o Pensamento do Prisioneiro pela Fresta do Meio das Grades da Janela da Cela do Pavilhão do Meio da Penitenciaria da Cidade do Estado do Meio-Oeste da Caixa Torácica do Planeta do Meio desta ou ainda desta Galáxia Donde empoeira-se Este Bilhete Preso ao Bolso da tão Prisioneira Calça de Domingos Alvarez, Domingos-Prisão, de Dentes e Palavras Dormitantes:
   mais um Dia
   Dia de haver Horas
   de haver de carneirinhos da Falta
   de haver da Falta dos teus dedos
   no Inocente tango do tricô
   do tricô Donde o Segredo trama Mundos na maciez da lã.









segunda-feira, 7 de maio de 2012

Nichos/ PetNicho XXIV




Já disse (Disse?) do quando uma macaca a caçar purguinhas numa outra... Já disse (Devo ter dito. Eu que dito tanto.) que quando desses espalhafatosos rituais, os meticulosos olhares da macaca em safári fazem-me talhadoras lembranças da tua cara diante do padre, as mãozinhas em concha-sobre-concha, feito purguinha cocha, uns piscares de sobrevivo símio qualquer na bancada da feira na China, e em voltando mocha da boca em hóstia, TUDA PARA O GRUDE-CÉU, o céu da tua boca mocha em hóstia, agora em fúria, examinando de fuças a áurea da minha gola, sem sinal de discrição, dando de três a quinze coçadelas no próprio sovaco no que corrijo-te e grunhas É SU-BA-CÚ!, inda logo dos sepiados caninos rancando-me um beijinho como se o beijinho fosse a purguinha final e finalmente e tão (Tanto que dito!), malditinha babuína, morro do teu paradoxo exercício de pôr-me a nascer de segundo a segundo fabricando ditos dum amor que avança e retrocede, pretende-se prendido a rabo, reza, quebra-se de galho em galho, de Domingo a Domingo, missa a missa (Não disse? Devo ter dito.) e resguarda pulgas A DAR CUM PAU, SANTO PADRE! A DAR CUM PAU.       

                                      

sexta-feira, 4 de maio de 2012

NICHOSDABESTIAGEM/ desossa! desossa!


PARA ME SABER A MAR
ANTES
A OPÔR-SE, A FAZER-SE EM MIM
EM EMBARCAR,
SABER-ME, AMAR INDA AMAR.
ASSIM OU BEM COMO DESEJAR.
CAVALINHA VIRIL, ÉGUAZINHA DE SAAR.
EM ME SABERES A MARÉS
EMBARQUES JÁ
DOS LEVES CASCOS DITOS PÉS.
TRAGAS:
MALAS DE AÇÚCAR, ORNAMENTOS SELADORES FEITO AÇÚCAR,
LATAS E LATINHAS DE ASPARGOS,
UMA OU DEZ DUMAS
ALCACHOFRAS A MADURAR.
CASO QUEIRAS DO AFUNDO A SABERES A AMAR
PARTA A ÚLTIMA ALCACHOFRA NUM SÓ ARFAR
PARTA-A AO MEIO STO., O QUE PULSARÁ, A UM INGÊNUO SETEMBRO,
UM QUE STO. A ULTRAMAR.
ENTÃO COMA
COMA COMO ME SABENDO A CORAÇÃO EM FLOR LUNAR
COMO
 NUM SABER-NOS A PERDER-NOS DOS NÓS
TENDO DE TODO PRONTO O AR
FEITO TORTOS POTROS A NADAR
FEITO AMOR DE ÉGUA A SABER-SE DO MATAR-SE A VÔO
NESSE NOSSO TORVELINHO A PENAR.











terça-feira, 1 de maio de 2012

REZADONICHOPESCADÔ/ Antiquário


Uma concha já craquemumada.
Uma outra, doente, perolando babugens, sujas babugens.
Velho-velho, praguejando, o pescador passa ambos os pés entre as conchinhas: 
 


IARA, IARA! LIBERTA ESSA GRASSA BARBA!
SOLTA-ME PARA O SIMPLES DO CAFÉ NA ESMALTADA, TÃO QUE QUASE NACARADA, CANECA DE!
AH!
VÊ LÁ, IARA!
VÊ!


Uma concha.
Uma outra. Doente. E, sim, babugens.
Sujas, Iara! Sujas babugens de ti, Iara, cadelinha encharcada batendo pêlos, selos, novelos por tudo a que for velho por fim.