quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Nichos/ Cor de burro quando Vermelho?






antes do ato
inominável
a orgia do vermelho
obsceno em pontas dúbias, afiadas
de perfume desprendido
da língua morta dum lince
ganhando formas eróticas
na poeira do ar junto, indo janelas
janelas indo ouvidos
úmidos
e é de ouro, e é de amor, e de solidão
vermelho junto
como a um espinho
duma flor
caindo ao broto
doutra
no macio do cabelo santo
detrás da noite
dum tudo entre
carpas e rotas dum rio
dessa tristeza solta
vermelha
dum todo triste junto
feliz e entre
sabendo-se posta
de girafa viva
placenta antiga
aos braços duma mulher que chora e trança
rabo, cabelo e almas
do que gozas e expurga
entre, junto
antes do ato
este
inominável







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