segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Nichos/ Cor de burro quando Branco?





A realidade era um branco cabal
manchando as janelas, as roupas no varal.
Para dentro,
era silêncio em branco.
Roíamos o pão como ratos vazios, submergidos.
O branco de nossos olhos
era um só mapa, em branco.
Três meses e não havia nenhum sinal de mudança no tom.
Estávamos ficando estranhos à sinceridade das paredes, do jasmim sem cheiro sob a mesa, no vaso branco, craquelado, craquelando.
Não havia sentido em mudar, porém não havia qualquer previsão de que algo fizesse sentido, ou seja, nossos olhos, o branco deles.
Estatuávamo-nos à janela e então era isso de fitar o branco contorno da mariposinha seca.
Acendíamos a vela e ela a nós
até que lá fora
onde ficávamos a iluminar o deserto branco de estrelas mortas.







2 comentários:

  1. As formiguinhas fazem cócega nos olhos branquinhos da neve, ardendo às tuas velinhas, a chaminha nuns olhos e em todos, abusivamente, a chama dos teus calores com brios.

    ResponderExcluir
  2. NHHHHHHHHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!

    ResponderExcluir