sábado, 25 de agosto de 2012

GUIDÃOSxGUIDÕES/ nichos que vão de bicicletas - 2

    Para Carolina Suriani Caetano, moleca dos tempos tombados.





nunca caí de solo
caíamos aos montes
era um sempre andar de bicicleta por cairmos
era a cidade a nos impulsionar aos tombos

vestia meus óculos esportivos
e nunca me chateei em não quebrá-los nas quedas
até em quedas do tipo quedar na brita

/nossas gargantas num só cuspe então secura plena. o fogo macambúzio de alguns arranhões que rendiam manchas que eram animais em desconstrução.
ousadia seria se não nos colocássemos aos tombos.
ter da vida mais próxima da morte e a morte nunca de ousada,
sobretudo, a morte, ai, a prudente morte sobreviveria ainda e ainda a nós/

uma vez
sonhei que caíamos para cima
em lá
onde
uma senhorinha nos servia chá de melissa.
só eu tomei. os meninos não gostaram não e comeram os bolinhos-de-chuva a seco.


       



Um comentário:

  1. Uma caída para cima. Respostas para a física. A morte, inevitável. Precisamos seguir o caminho da vida mesmo ultrapassando barreiras do fogo com securas e quedas. Com os óculos do tempo encontraremos o fim do horizonte pedalando uma bicicleta.

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