terça-feira, 1 de maio de 2012

REZADONICHOPESCADÔ/ Antiquário


Uma concha já craquemumada.
Uma outra, doente, perolando babugens, sujas babugens.
Velho-velho, praguejando, o pescador passa ambos os pés entre as conchinhas: 
 


IARA, IARA! LIBERTA ESSA GRASSA BARBA!
SOLTA-ME PARA O SIMPLES DO CAFÉ NA ESMALTADA, TÃO QUE QUASE NACARADA, CANECA DE!
AH!
VÊ LÁ, IARA!
VÊ!


Uma concha.
Uma outra. Doente. E, sim, babugens.
Sujas, Iara! Sujas babugens de ti, Iara, cadelinha encharcada batendo pêlos, selos, novelos por tudo a que for velho por fim.


2 comentários:

  1. Carlinha! Falei com sua mãe hoje! Está bem sobre o assalto?
    Ainda está com as unhas dessa cor? Gostei muito.
    Um beijo.
    Sandra.

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