sábado, 14 de abril de 2012

REZADONICHOPESCADÔ/ Voltas Aos Montes – De Três em Três, Marias – X



Mariclélia
   Venho sendo arestas. Venho sendo conventos em plena casa inda arestas. Devo vir a ter de ruídos, sendo vão. Posso mesmo ser fenda, pombo tendendo a frestas, arestas, conventos em vão.


Maredith
   As árvores de dentro perseguem meu corpo pela casa. Meu dote pela casa. E ninguém entre as árvores, nenhum dos galhos, sequer um ranger entende do como eu declino a pombo estatelado na vitrina de sombras e folhas da própria bruta perseguição.


Maricota
   E partir ao meio o depenado bichinho. E temperar a rósea carne com algum vinho, tomilho e sal e ter do ângulo onde o feixe de sol faz pequenininho um oceano entre imensas salinas, ante nossas arvorinhas de tomilho: Pequena fresta do dia: Crueldade de fenda divina.

Um comentário:

  1. Um Nicho de poesia tão belas, que meu olhar adentrou por esse janela, como faz o sol pelas frestas, aqui pousei, e não quero mais levantar voou, amei o lugar, sigo o com prazer. Abraços.

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