sábado, 3 de março de 2012

PARLATÓRIO/ A Escultura, O Escultor – encomenda n°10





ENQUANTO NÃO - I
   Estudos para feições destas partidas (um dia, Aldo, um dia morre o Senhor Diretor da escola ao lado).




Estaquei.
Estava a sede em minha altura.
Estava eu e minha cintura.
Vivia.
Às pressas dumas antigas mãos e pés soçobravam-se de chão.
Estava só e soçobravam-me pés.
Deixava-me um olho, um a calçar o outro.
Estava a sede na língua, à ponta, dita.
E as vagas mãos a sugerir ninhos.
A noite reagente.
E estaquei.
Ofertava-me só.
E minhas solas de mãos sem solavancos de ninhos.





4 comentários:

  1. Ave
    tua poesia tem gosto de sal e minha boca sente sede de desvendar teus versos que na maioria das vezes perturba-me e inquieta-me...porque fico a ler-te mesmo sem saber o que dizes, que importa, depois de ler poesia é a vida que toma outra rota...abraços

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  2. Carla, eu visitei aquele seu sítio que você chama de MOFADAGAVETADEBAGUNÇOROV. Que horror. Ainda bem que você tem esses.

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