sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nichos/ The Discharge Play/ rubrica - I

            



(Como num toque final
 contudo anterior à deixa
 deixe
 do bonsai cair a cereja na neve
 do próximo ato a te bombardear nasceres
 deste poente, deixe, deixe o mínimo pomar.)
                               Cai o pano.


                     


Nichos/ PetNicho III




Da barriga da baleia

sonha JonasSardinha
    uma bíblia de latinha para essas ocasiões.

terça-feira, 21 de junho de 2011

REZADONICHOPESCADÔ/ Pronome

onde morre um grande norte
o rabo dum pesqueiro azul
que escrevesse teu nome de espuma
tão querente,  festejado,
desaparecendo aos poucos
rumando a transparência do sino fúnebre na boquinha do hipocampo, esse que Deus enxágua a cada leva donde nascesse mais um norte enorme de quando dizem do teu nome.


domingo, 19 de junho de 2011

Nichos/ PetNicho II



capcioso, quase Ninja
hirto, comprimido na gana
puto, irresoluto e de novo capcioso
rente ao ódio, quase Mongol
entidade BernardoGato
caçando pistas da memória na caixa de areia, quase CaixaZen, perto do sono, tão sono que Esfinge, quase enigmático dos pixels e mais além.

Nichos/ Acontece





dos olhos
escondida
eu escreveria
que aquela noite se espatifaria no vidro do nicho
trincando todo o espelho e sorte do que eu escreveria
escondida aos cacos dos olhos descritos na placa de granito e não de mármore e não de cobre.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nichos/ Um Extirpador Então Esse, Estirpador



Deste Condado, minha Guerra e os Nervos, as Linhas nervosas, todas Juntas, nervosas, também em Guerra Tectônica de Juntas, Desejos, Linhas nervosas que em Ordem de Muscular Guerrilha decidem-me por beijar do Condado de outras Linhas, uns Nervos enraizando outros, uns Servos, uns Soberanos então um Só Nó de Nervos firmando Nossa Casta e Terra de Filhas e Beijos.



Nichos/ Niniréquiemm



POR QUE FICAR SEM VOCÊ?
POR PERGUNTAR. POR PERMITIR A BOCA CHEIA DE PENAS.
POR ENGASGAR-SE ÀS PENAS. PORQUE.



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nichos/ Dum Mínimo Safári



amontoarmos nós.
como se a fauna toda, chegado o fim, pudesse amontoar-se aos pares dentro duma única noz. namoramos a idéia que dispensa a vida da morte convencional. namoramo-nos, namoramo-nos a cada nó dessa rede em faunas e faunas de me morrer da tua foz, de me caçar na tua voz. inda inda essa constante armadilha, teu céu, teu céu percutindo a minha carne, teu céu feroz.

Nichos/ Um de Cera



a carne e o candelabro
namoram também
as palavras que ditas
nuns bocados e bocados por nós. havermos em dentes e luzes, sabes?
e no fim dum ciclo de mortas proezas
para que haja o pensamento qual
teus versos, boca d’alma adentro.
porém a carne e o candelabro, porém.

domingo, 12 de junho de 2011

Nichos/ Um Gravíssimo, Craseado



da raiva que tenho do mundo
jogo uma pedra na noite
peso que esta corre o ciclo danoso, orbita honesta, peso
e peso que volta a mim, acerca da minha nuca, pesa-me alguma vida culta
enfim morro desse douto peso de mundo
e reinventando a ordem da minha sede
mato, cultuando de ti, a minha agreste fome.
Sacrifico meus erros. peso. besta sacrifício, errar-te aos medos, peso.
peso que peso acerca de nós, acertar-me o dardo.
peso que peso que:
te assombro ou peso a faqueiro, namorada?
pois se é o peso quem me come, à quem atraio, a essa, à essa, essa que há e que me consome ao que há, peso, valha-nos Deus brutos talheres, unha, carne, leite e o namorado peso uniforme.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nichos/ Segunda Pena Dessa Fabulosa AveMaria em Nós



   
Dá-me do alcance, destes nestes, os braços, a metragem exata e também a por-morrer, uma pastoral. Dá-me, AveMaria da Soma, dá-me todo o VelhoNovo em extenso-profundo do tempo da pena pairando vidas e fábulas vividas entre estes e estes braços ao alcance de Deus, o mais robusto lenhador, dá-me Ave, dá-me aquele nicho ao fim do ramo, dá-me.
Quando berra AveMaria da Soma:
 — DOU-TE O NADA. PEGA-O. ALARGA-O SOB O TEU NINHO. À MEDIDA, DOU-TE O NADA.



Nichos/ PetNicho I



de bigodes e levezas
de ronronados de guizos
de ratinho engaiolado
de ossos e peixes e esqueletos de peixe-passarinho
um nicho bordado a novelo dourado
saltando às vistas da menina que chora e mia, nessa ordem exata, mia como miaria BernardoGato grudado no asfalto, nessa ordem exata, noutra sorte porém, miaria porém, mia MariaMenina exata, mia, grudada ao porém.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nichos/ Mosca



não é do calibre e nem é do dedo no gatilho nem do olho por trás da mão, entre o objetivo, o objeto e a vida.
é da aposta divina.
é do peso que um homem teme a Deus apontar e atirar-lhe o coração. é atirar-se ao divino. é atilada a coroação.



Nichos/ Costumeiro Engano





Serei olvidável, nadando o ar, eu sei.
Serei a clássica, então.
Sereia clássica é o que eu serei.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nichos/ Nave - 1




 - Tendo a lua já parafraseada nas escotilhas d’água, deitar o coração ao rito do chá, creditar aos medos os versos mais miúdos e dormir um sono em branco sujo. – Ora o tradutor da morte duma idéia de romance.





Nichos/ O AntiNicho





Nem curar.
Nem elevar.
Nem multiplicar.
O milagre da santa sem cabeça era não pensar.
 – Então que merda é essa? – Pensou.