domingo, 29 de maio de 2011

Nichos/ Voop




Era a grande reunião das minhas miragens perecidas. Um festão no nicho.

(toda a esperança de uma parva cabe numa desculpa santa)

Quando bateu o vento.

E é só até aqui que eu sei.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm





SERÁ SUFICIENTE TER QUE
AO PENSARES HÁLITO
O MUSGO NO TEU NOME TOME DA FORMA DA FORÇA AMOROSA
E ENTÃO MÍNIMO PINHEIRO
E ENTÃO RÓSEO FLUXO ESTELAR.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nichos/ Acatar





Seja eu toda a memória quando for a hora e inda que noutro meio, aquoso, irritantemente límpido de ti, fora da gravidade que és, seja eu toda e só essa minha seca e penada memória do teu Mais estertor.
Falo da impermeabilidade nas asas dos anjos e nas dos patos, meu amor.







Nichos/ Psychonicho





Feixe dourado, feixe dourado,
o que o nicho reflete é do nicho.
E é de dentro? De onde o outro lado?
Serão atos desaparecidos, esfumaçados, sertões em conservas de garrafa.
A própria vida como nicho ou bicho.
Feixe dourado na vitrina.
É de dentro
a rolha que guarda
a fé que vaza ao feixe que doura para afora conter-te, feixe?
Lírio do nicho no olho só.
Só o olho no reflexo que espreita o arco da vida?
Acossado, o seguimento quer atravessar.

Estaremos todos presos.
No final e pelo rabo.
Todos, feixe dourado, tolos.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nichos/ Primeira Pena Dessa Fabulosa AveMaria em Nós





E AOS NÓS NO CORPO TODO DO REPOLHO INDA TANTAS CAMADAS AOS PROVERES TODOS — pensa o NovoVelho e tanto que AveMaria canta — E PROVE DO REPOLHO, NOVOVELHO E TANTO! É NICHO QUE NÃO ACABA AO VOLVER — e naquela horta uma névoa em palhas de chumbo doura o fabuloso Reino dum abrir-se e Tanto dum único Repolho e Tantos donde Nós nascemos das Tantas camadas desse Tanto morrer e o NovoVelho e Tanto em modos de AveMaria e inda e Tanto sob as bênçãos inda dessa Ave e Tanto sobre todas as penas dessa benção reza — E DEUS A PROVER REPOLHOS E DEUS E REPOLHOS, AVEMARIA DE DEUS, AVEMARIA, AVE DE DEUS, MARIA DUNS NÓS, MANIA E TANTO DE DEUS EM NÓS.

Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

domingo, 15 de maio de 2011

Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmmmmmmm






ANTES BEM ANTES
DA TERRA NA BOCA
ANTES QUE A LÍNGUA COLHA DA VIDA OS DENTES DUM POUSO NESSA TUA CARNE BARROCA


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nichos/ Antiquado Borrão



MORTE GARRIDA
QUERIDA
NÃO PERMITA DA ABERTA FERIDA 
A MORTE
DA MORTALHA, O CORTE
DO TROTAR, O PORTE
DA RIMA SOLTA, VARRIDA, O FORTE
DO CHORO, A SORTE
BEM COMO DE TI MESMA
NÃO REDUNDE DA FISSURA
TEU DERRAMAR A FLEUMA
MANCHANDO MUNDOS E MUSGOS AO PERPETUADO PÉ DO POEMA







Nichos/Trovinha de macumbaria




O nicho do teu rastro.
Quando soube de mim?O nicho do teu rastro.
Quando soube de mim?
O nicho do teu rastro.
Quando soube de mim?
E DE NOVO
E NUNCA MAIS
OLHAR PARA TRÁS. E DE NOVO.
E NUNCA MAIS E OLHAR PARA TRÁS.

sábado, 7 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nichos/ Julio Denis - II






Nunca custastes caro.
Pretendias o que puderas e de tanto e de tanto
equipar valer o que podes, ao longo do que pretendes, parcelavas, parcelas.
De tuas letras para caracóis lamberem, estas:
                      A loucura é portátil.
Nunca cobrastes tanto.
Custas a portabilidade tua nessas cabeças dum hoje
igualmente teu e em espiral do que cobras, parcelas.
Custas o desassossego dos meus piolhos.
Custas-me essa entidade
em espinhoso modelo para te amar
em cada passo para te armar.
E a loucura, maníaco amor, é meu rosário e prótese.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nichos/ Um Aguado



                                           


Pressenti tua linguagem me acercando de mim e acerca de.
Era então uma boa hora e desculpa para o meu silencio fugir a mim.
Sentei-me no meio-fio e disse bem maleducada aos olhos na cara da poça:

       É agora. Diga ao mundo que é agora que eu me afogo nesse amor.

E vi que havia dito demais para essa poça tão rasa, essa minha cara tão borda e extravasei. Extravasei-me toda do nicho que eu queria beber-te, eu cadelinha de rua, Narcisa que água, tomar-te suja, poluída de mim, Narcisa que só.

domingo, 1 de maio de 2011

Nichos/ Niniréquiemmmmmmmmmmmmmm




DÊ-ME AQUELA MORTE DEVASTADA PELA ESPERANÇA E NÃO O CONTRÁRIO. O CONTRÁRIO É HELÊNICO DEMAIS, CINEMATOGRÁFICO DE MENOS, É COMANDITÁRIO.