segunda-feira, 14 de novembro de 2011

REZADONICHOPESCADÔ/ Felicidade Predatória





ai, o dia corre largo, suicida-se do tombadilho e por tão pouco o pescadorinho desata a escuta do abandono à pesca noturna, a boca, a boca desse mar indo longe lamber tão perto, menino dos bruços ouriçados, menino crescendo à sonhos com paetês, o nacarado das perucas que crescem, cresce o menino, cresce que manca da voz feito sereia arrependida, esdrúxulo ai em ter trocado a voz por uma escova de cabelo e um par de botas onde apenas um não caber do rabo só, couro de cabrito, couro de cordeiro, o couro do quê dum marinheiro, ai, escova-te menino de fome, escova-te que por hora a noite é quem te pesca, é quem te calça e quem te aplaude, é a noite, menino e menina, é a noitinha quem te enraba, quem te cospe e então te come.




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