sábado, 26 de novembro de 2011

A CASA DA ORDEM,DOS MODOS,DO AMOR E DA PAIXÃO – estada 3




    CAI À NOITE.

BIBLIOTECA.
Antes que amanheça, a Ordem arruma a enciclopédia da História Humana, bastada Metodista.
Paixão não é um método de amar.
Amor é uma arte e nem todo mundo é artista.


BANHEIRO.
Vazio barquinho de origami em águas mornas de uma atormentada banheira de uma mulher profundamente noturna.
Barquinho de origami na noturna tormenta das mornas e profundas águas de uma banheira vazia de mulher.
Um barquinho é a morna e profunda banheira de uma mulher vazia e atormentada por noturnas águas de origami.
Mulher de origami num barquinho se aprofundando no noturno vazio das águas de uma banheira atormentada e morna.
Banheira de origami;meu barquinho de mulher na profunda tormenta das águas mornas do vazio noturno.





CORREDOR.
No corredor anda torta a Ordem encapuzada.
A Paixão deixa pegadas no tapete moralista, lambe cada sibila no papel de parede.
Ouço passos arrastados. O Amor demora encantado com o lustre, com detalhes que só ele vê.
Novos passos. De novo o Amor
revivendo o corredor. E de novo. E de novo e.
Quem passar por lá terá da sensação de estreitamento dos sentidos.
Tudo o que anda em Modos de via compactada fica mais acurado, pastoso.
Passo ante pasto. É o Amor. Ele adora o corredor.


DORMITÓR

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