sábado, 8 de outubro de 2011

REZADONICHOPESCADÔ/ Voltas Aos Montes – Sônia





volte, César. volte ao menos a podar desses galhos da solidão. daí que, das voltas ao mar, melhor verás dos dentes a podar dos lábios e destes, os lábios, dos quandos sobre o gemido, um podar-me das horas embutindo de novas palavras entre os gestos da sobrevivência à mesa de fronte para a moita, de costas para o salgado teu eterno indo meu xale acolchoado... ai, quero vagar, César, quero vagar da forma que vaga-me o acento no teu barco, um anzol no mostruário, arestas no fundo do oceano mais que desse além de lá. quero porque quero vagar e o meu alimento terá do afiado intento até que mais da poda a sobrevivência pedirá: volte, César. volte ao menos para tornar a voltar. 


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