sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nichos/ Um Homem Só




São as cinzas do que for ficando para trás.
Esvoaçam teus dias, tuas noites. Vão-se.
Ficam e vão-se.
São lutas indo berros e bêbadas canções.
São pedras e sombras que ficam e vão-se. Vão há séculos.
Vão a mundos e manhãs e depois terremotos então flancos em cinzas.
São eriçados entraves e talhos nos teus testículos de boi.
Antigas córneas e velhos ciscos d’alma.
Fios de cinzas e cinzas em fios que ficam, perduram, porém para trás daquilo que em cinzas já vai queimando esse teu coração em pó, esse teu instantâneo para o amor.



3 comentários:

  1. Ficam vestígios de cinzas
    no fundo
    e quando esvoaçam retornam
    resquícios

    Abraço!

    Marlene

    ResponderExcluir
  2. ai como eu adoro.

    "Vão a mundos e manhãs e depois terremotos então flancos em cinzas"

    te leria fácil, todos os dias.

    ResponderExcluir
  3. Que delicia

    viajei e aterrei aqui com agrado,

    voltarei, poeta!

    Vénia,

    Gavine Rubro
    www.celularubra.blogspot.com

    ResponderExcluir