quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nichos/ Nave - 1




 - Tendo a lua já parafraseada nas escotilhas d’água, deitar o coração ao rito do chá, creditar aos medos os versos mais miúdos e dormir um sono em branco sujo. – Ora o tradutor da morte duma idéia de romance.





3 comentários:

  1. Não sou um anti ciência carla, apesar de ter fé, não creio que a verdade está na fé, o que critico é a idéia de que a ciência é a única que pode conter a verdade, que a razão o penso logo existo é a única resposta ao ser humano. Bom, este dialogo entre fé e ciencia faço todos os dias, seja como poeta, estudante de filosofia e religioso. O fanatismo está dos dois lados. Eu não defendo a verdade suprema da fé e nem da ciência, ambas são saberes humanos passiveis de erros.
    Abraços

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  2. procurei, um dia, o milagre nas tuas mãos. falaram-me numa luz que cobre o suor e sacia o desejo como o revólver alimenta o amante do não ser. despi-me de olfacto, esganei a audição, ceguei o olhar e comi-te a língua. sobrou o corpo, lixa de papel imperfeita deitada sobre a lassidão.
    nunca te encontrei...
    ainda hoje continuo a achar que foste tu que escreveste o prefácio da morte em branco sujo do meu romance.

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