sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nichos/ Julio Denis - II






Nunca custastes caro.
Pretendias o que puderas e de tanto e de tanto
equipar valer o que podes, ao longo do que pretendes, parcelavas, parcelas.
De tuas letras para caracóis lamberem, estas:
                      A loucura é portátil.
Nunca cobrastes tanto.
Custas a portabilidade tua nessas cabeças dum hoje
igualmente teu e em espiral do que cobras, parcelas.
Custas o desassossego dos meus piolhos.
Custas-me essa entidade
em espinhoso modelo para te amar
em cada passo para te armar.
E a loucura, maníaco amor, é meu rosário e prótese.


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