quinta-feira, 24 de março de 2011

Nichos/ Julio Denis - I





Já corre o fio
teu nome e a fome,
portenho Minotauro.
Corre o fio o caminho sonoro, a cítara matada.
Ariadne fica, finca e finda o riso e a teta no caracol;
‘que silencio fosco discorrerão tuas entranhas sem saída!’
corre o rubro fio do touro guíglico
cerceando o miolo do mítico
na barra da saia do sintético poeta;
São por mais de mil os fios na costurada sede,
na lábia da temperança porcamente pretendida.
Mas corre o cego fio e o mudo corte
teima e corta e curva
de tal maneira e sorte que as pontas dancem
o já apetecido arrematado alcance;
foi dado o nó:
A nau é lisa. O tempo é crivo. O monstro é vivo. 

5 comentários:

  1. Carla, caraca! very good de bom!

    grato pela amizade e carinho, tenha um bom fim de semana, bjs

    A feiticeira da noite sopra estrelas no céu
    a lua torna-se mais cheia e resplandecente
    a noiva da colina asperge um suave perfume
    espalhando no ar o seu chamado envolvente.

    Trata-se de um convite ao amor e a amizade,
    vai ecoando pelos quatro cantos da cidade
    rua do porto, engenho central, repúblicas....
    nada passa despercebido ao clamor lançado.

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  2. Quando a ficção se torna realidade

    apetece amar melhor as palavras

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  3. Oi Carla, a poesia é minha sim veja ela inteira aqui:
    http://valterpoeta.blogspot.com/2011/03/lua-e-feliz-cidade.html


    bjs e boa semana!

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