terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nichos/ O Que Pesa No Que Leva, Leve Deixa Solto O Que Reza




Braço de ousar e de começar
a descrente corrente pisando o dia
o dia, à noite
tentando o outro lado do muro
num gesto inconsiderado em abraçar um outro apaixonado
requentando índoles
mãos operando novos desvalores
PEGO O TEU ROSTO SEM TE TOCAR
QUERO OS TEUS CACHOS ORNANDO MEUS LISOS SONHOS
ARRANCAR DA TUA MORTE O REINO DA MORALIZAÇÃO
E TRANCAR DE UM TUDO NO MOSTEIRO DA TUA SECRETA AUSÊNCIA
o chão em cada pegada antes do ar em me flagrar
valha-me Deus, valha-me uns Nós
No etéreo dum multiplicante vinho e do aguerrido pão;
tua carne, tua carne então.
Amor, onde jazem os remorsos em vão?






3 comentários:

  1. Remorsos ficam para a alma, a carne deita, rola e aproveita, ai do espírito quando a barra.

    Beijo, flor espinhosa e linda da poesia torta ;)

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