sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nichos/ Missal








Nicho cravado na tua palma.
O vidro voltado para a tua cara.
Uma única flor: minha ilusão.
Viu aquela procissão?
Sentiu cócegas?
Eram minhas lembranças
Cortejando meu finado orgulho
Amortalhado na tua mão.

5 comentários:

  1. Ai, vc é visceral do jeito que necessito de ler!

    Beeeijooo!

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  2. Feliz dia de São Valentim!
    Beijo

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  3. Outra vez recruta-me
    a trajetória infinita e borbulha
    pelo copo sadio da manhã, ou o fruto
    borbulhava há mais horas desmedidas
    há mais horas no que vimos
    em tudo o que diríamos: vimos
    outra vez a trajetória toca-me
    e convalesce as compressas, ou o fruto
    ainda borbulha e desmede
    a cega esperança deste tempo
    é tudo o que nos carrega ao grande
    ferrolho do dia
    do outro e outro dia
    a cega esperança deste tempo

    Não houve um lugar
    o sumo grosso da parede
    não pretendíamos ser a pedra aventurada
    há um pequeno lugar que voa
    cintila e some
    o sumo árduo da centelha
    da única centelha que vinga
    o meu eterno

    outra vez concedo-te nascer
    toca-me a bolha pelo copo sadio
    eleito da manhã, ou teu visgo
    no peito insustentável da parede
    quando a tua voz range
    quando range a tua cabeça
    quando a tua tez range
    o teu visgo guarda a seta
    da infinita trajetória que recruta.

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  4. Este poema já valeu o ingresso! Denso, visceral, cortante, sei lá mais o quê...

    Abraço

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