sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nichos/ Matar o Tempo





SAUDADE É O QUE EU FAÇO
ACORDANDO AS VIDAS QUE EU SONHEI
ORNANDO-AS A ESTES VASOS
ARRANJANDO-AS A ESTAS FLORES
NUM PROTESTO QUASE CARINHOSO
AGLUTINANDO TUDO AO MEU NOVO AFÃ
EM REPETIR BOA NOITE
   ATÉ QUE VOLTE A SER MANHÃ


3 comentários:

  1. "Deve ser um tecido delicado. Justas tramas e quase não se vê, quase ver não se pode a linha. A única linha desdobra-se. O tecido deve ser um delicado, um afago delicado antes do tato. Que ponto é o ponto? Estamos a este: a linha que se desdobra e afaga, antes de nascer a pele, se afaga. Vês? A centelha vinga ao sertão. Toda terra ser o ventre e precisa-se da mão, uma mão dura que arranque, que viva. Este grande homem que sobrevive à flor. É um exercício de cães filhotes sobreviver à flor. Brincamos como cães filhotes, como o segmento da mãe com os olhos, até o fim de suas vidas. Eu sou um barquinho bobo, amo-te pelas águas, meu óleo escorre em tua tez. Tenho-te visitas, amor, como o sagrado acolhimento dum santo. Eu sou o barquinho da tua vinda, preciso ceder-te a vida. O teu vento que vela."

    ResponderExcluir
  2. Excelente forma de matar o tempo.
    Abraço

    ResponderExcluir