quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nichos/Os bichos



Dorme, nicho.
A probabilidade é amarela, para fora e a diante.
E eu me deito no teu peito, a parede entre o que sou e o que quero. Sonho com um molhado e me acordo lúbrica pousando meu manto e o meu anseio sobre o teu sexo.
Dorme meu nicho. Estou mole.
A probabilidade não sobreviverá ao contar os meus ossos.


                  

4 comentários:

  1. Não quero mais você.
    A não ser aqui, no chiqueiro
    com as atrações adicionais, claro.
    Outro gemido em pururuca e
    o porco se abre mais.
    Veja, amo; Me sacudo e digo:
    Ai. Eu disse porco
    quando o que eu quis dizer foi corpo.
    E mais essa agora;
    Nessa de que o que eu quis dizer, foi corpo,
    o que eu digo se incorpora?
    Outro gemido em pururuca e
    o corpo se abre mais e agora bem mais, tivemos o porco sacudido.
    Em amarmos nossa barraca de pele
    logicamente,
    o felpudo
    se insere, com porcas propriedades,
    na minha ursa maior.
    Vejo os indivíduos talhados a lama.
    Qual sobreviverá?
    Nas minúcias do pós-parto,
    um milagre mau passado:
    Eu juro um não quero mais você e
    começo a me parecer ao meu recolhimento.
    Minha dor começa a se aquietar, suja.
    Abano o meu róseo rabinho e
    a noite, essa solitária teimosa, caminha de costas pra te ter sempre meu perseguidor.

    http://odesimundasdoneochiqueiro.blogspot.com/2010/11/porca-solitaria.html

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  2. dorme, bicho, que teu despertar de ilusões continuará a te cegar <3

    XX
    C. Piccoli

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  3. Há tanto de mistério e encantamento que fico perdido sem perceber bem onde começa e acaba.
    Felizmente não sou Henrique.

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  4. Oi, Carla, tudo bem?
    Sua poesia é densa, é sensual e é mordaz. Adoro ler os seus poemas, meu anjo.
    Estou a seguindo neste seu novo espaço. Sempre um prazer.
    Grande beijo.

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