domingo, 23 de janeiro de 2011

Nichos/O Nicho Carola




Tua outra estrutura insonhável;
mirra, ouro e essência estelar à feno plumada
por aconchego dos teus tantos
na atitude acalmada;
Vestida à Santa Luzia, menina-poeta,
ofertando ao burgo seu ponto de vista
numa bandeja laureada, repleta.
Trazida por cavalinhos de sóis e de conquistas;
teus dedos; nossa seta.
Nós, populacho esfaimado,
sorvendo da tua concepção
um novo mundo apaziguado
no relicário nicho:
A manjedoura misericordiosa tua mão.




Damos graças à Carolina Caetano; nosso dever e nossa salvação!
  

6 comentários:

  1. tinhas absoluta razão: o que andei a perder...
    quando tropeço num nicho, já não consigo sequer meter a mão ao chapéu e reverenciar (já nem tenho chapéu. na verdade, nunca tive. tenho cabelo e escalpe, mas fazem-me falta). de são jorge sobra o nome... nem o cavalo para o engalanar...
    ainda assim, creio nas mãos. mesmo que nas misericordiosas.
    beijos! ah?:)

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  2. Bom chegar por aqui. Versos de beleza original. Volto por aqui. Volto sempre. E grata pela visita ao Roxo!
    Beijos,

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  3. Obrigado pela visita e palavras quando de sua visita ao meu blog.
    Quanto aos teus versos, esses aqui, são inquietantes; e ouso afirmar, diferentes...
    Preciso ler mais. Sentir melhor... Mas algo neles me disse que vale a pena me enveredar por esses nichos.

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  4. Un nuevo Mundo apaciguado...
    Cuanta falta nos hace.
    Un abrazo

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  5. sua poesia (e quase tudo que escreve) é muitas vezes de uma beleza incompreensível.

    É simplesmente sentir e deixar-se levar.

    desmesura e desrazão na mais bela forma de expressão.

    grande abraço

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