quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nichos/ Bête Noire


Adormeço.
Ouço as minhas e as tuas pálpebras;
Torturam-se.
Sinto o frio da mudez e a leveza das feridas.
O tempo e o cimento, meu bem.
E uma sugestão: toma-me,

ao menos no além.

8 comentários:

  1. DIRIA:

    Mas o melhor de tudo, Dóck,
    é tentar irromper para dentro
    o rugido, a raiva e a música selvagem.
    Gritaria abertamente o quanto eu amo a ninguém
    caso eu fosse magra na maneira de ver o tempo carregando suas enormes velas em forma de gentes.(OLHAR INUTILIZADO)
    Assoprando um pouco de escuridão para alguns dos caminhos.
    Sentir o corpo meio bestial.(SÚBITO SALTO DE ALEGRIA)
    Teria mais nojo do que desejo, Dóck. Iria preferir o verão.
    Mas não.(DE VOLTA A MELANCOLIA)
    Quero é girar pelos sofrimentos cruéis,
    imerecidos,
    pensativos,
    Subjetividade é desespero, Dóck?
    Se sim eu sou.
    O certo é que compromisso é risco e definir a idéia transforma a regra em bócio. Eu bem sei.
    (NOVO OLHAR INUTILIZADO)
    Queria descobrir a causa da sinceridade.
    Tratar o mundo sob a influência de uma alegria interdinâmica ou
    continuar sendo essa imbecil na sua luta em recuperar a caverna do animalesco perdido. E Dóck, será que a cada amor minha fronte me envelhece? E o ímpeto? Como fica o ímpeto, Dóck?
    Eu quero um dia poder dormir. Dormir como um pecado confesso, perdoado ou não, mas confesso.

    ELA DIRIA. MAS NÃO DISSE. ANDA OCUPADA DEMAIS BOMBEANDO O SANGUE DE AMORES IRREALIZÁVEIS.

    DOSSIÊ DONA CARLA
    em carladiacov.blogspot.com

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  2. Começo por agradecer a sua amável visita e as palavras lindas que deixou.
    A visita ao seu Blogue deixou-me um pouco desconcertado, andei perdido, perplexo e baralhado neste manancial de conhecimentos que me passam ao lado. Perdoe a minha ignorância, mas voltarei sempre até que se faça luz.

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  3. CARLA!

    Que forte! Um soco no estômago. Mas gosto dessas viradas. Formidável!

    Beijos

    Mirze

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  4. O cimento... Não gosto dele! Não quero ser concretado.
    Noivinha, cadê seu vestido? Gosto dele.

    Beijos.
    Jorge

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  5. Sinto o frio da mudez e a leveza das feridas... Esse verso traduz como me sinto agora. Exatamente assim!

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  6. Um forte contraste que se misturou com cores. Agradeço a visita e a apreciação à fotografia que comentou... sempre que queira, deixe um oi!

    *

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  7. O frio da mudez e a leveza das feridas é sensacional.

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  8. Além, tomara que este além não nos tire a potência do hoje; o além é bonito, sinto, vejo, como apelo para a transcendência, ser além do que se é, ser mais, mais bonito, mais bondoso, mais feliz portanto;

    ainda, ser a espera que se constroi com dias, com horas, com agoras, o sol de calor em Vitória-ES fazendo uma tarde descarada, rasgada de azul, o vento soprando leve trazendo um quê de mar, que pode ser, imagino, o tom do marlin azul, a nostalgia do navio que vai, o sal do sabor do beijo.

    As feridas se levam, se vão em leves queixas, ou em pesos, reais ou aumentados, penso agora: de peso vem o verbo pesar, de leve vem que verbo?,enlevar?, brinco contigo, com tua poesia, agradeço tua visita, fazes bem em escrever poemas, nichos de palavras, beatificam-se as palavras na leveza dos poemas. Enlevo-me.

    Beijo.

    Ps. Benvinda sempre ao ESSAPAVRA,obrigado, vou te adicionar, somar contigo alguns novos nós-de-encontro nesse mar-web, nessa rede-laço, nesse virtus-mar.

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